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domingo, 8 de julho de 2007;


Lobão - A Queda
Quantos sonhos em sonhos acordo aterrado
A terrores noturnos minha alma se leva
É um insight soturno é o futuro passando
Na velocidade terrível da queda
Na velocidade terrível da queda
Ante o colapso final a vertigem próximo ao chão a penúltima descoberta
Que a lógica violenta das cores tinge
A velocidade terrível da queda
A velocidade terrível da queda
Como cair do céu é tão simples
Queda que a tudo e a todos transforma
Ah! as bombas, a chuva, os anjos e seus loucos
O mundo todo na velocidade terrível da queda
O mundo todo na velocidade terrível da queda
Resvalando em abismos um pôr do sol furioso
Que a sensação de perda ao ver exagera
É o desespero vermelho de um apocalipse luminoso
Ejaculado da velocidade terrível da queda
Ejaculado da velocidade terrível da queda
Diante do medo um sorriso aeróbico
Nas bochecahas a caimbra de uma alegria incompleta
Nada como um sorriso burro e paranóico
Para não perceber a velocidade terrível da queda
Para não perceber a velocidade terrível da queda
Foto de Henry Cartier Bresson.
A música e a foto não são muito animadoras admito, mas demostram a fragilidade e fugacidade da vida. Quantas formas existem de morrer? É algo tão simples, você está ali num momento e pode acontecer algo que acaba com todo o futuro. É uma frase feita e repetida tantas vezes, mas se pararmos pra pensar o futuro nem existe, então por que planejamos tanto ele? Provavelmente porque é da natureza humana, o que nos diferencia dos outros animais, só que se torna um erro se deixarmos tudo pendente, dependendo de outras coisas que podem acontecer, ou não!
É simples falar: Carpe Diem! mas não é muito fácil fazer. Tudo se torna tão comum, rotineiro e normal, deixa de surpreender, deixa de ter a paixão da descoberta. Talvez o segredo seja continuar tão curioso quanto uma criança, e tentar experimentar sensações como se fossem pela primeira vez.
Quando alguém morria os gregos perguntavam: Ele viveu com paixão? Se eu morresse neste exato momento diria que não, vivi apaticamente esperando que algo brilhante acontecesse, e acabei perdendo parte de minha personalidade, eu me perdi, outra frase feita, mas que não deixa de ser verdade. O problema é como se achar? Como voltar a sua própria essencia?
Planejei meu futuro até o dia de hoje, literalmente. Se der certo vai ser maravilhoso, mas se algo der errado volto a ter que planejar, mudar meus planos, pensar em como sair dessa encruzilhada na qual me meti. Enfim.... nem sei mais o que estou falando.

Pêrse às 12:19 |